PEC da Segurança: Relator do PT confirma acordo para adiar votação até depois da eleição

pec da segurança alcumbre

Faltam pouco mais de dez dias para o primeiro turno de outubro, e a pauta da segurança pública — um dos temas que mais mobiliza o eleitorado conservador — segue travada no Senado. O motivo, desta vez, não é segredo: o próprio relator da PEC da Segurança Pública, senador Rogério Carvalho (PT-SE), confirmou que a votação no plenário só deve acontecer depois do primeiro turno das eleições, como parte de um acordo entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O que disse o relator do PT

Em nota publicada pela Agência Pública em 3 de setembro, Rogério Carvalho foi direto: “isso já estava precificado”, afirmou, ao explicar que a promessa de Alcolumbre era destravar a tramitação da PEC — não necessariamente colocá-la em votação antes da disputa presidencial. Ou seja: o adiamento não é um imprevisto, é um plano.

Carvalho também retirou do texto o dispositivo que destinaria 30% da arrecadação das apostas esportivas (as “bets”) a fundos de segurança pública, sob o argumento de que “constitucionalizar” essa receita seria inadequado — mais uma fonte de recursos para o combate ao crime que fica pelo caminho.

Uma pauta que já dura mais de um ano

A linha do tempo ajuda a entender o tamanho da demora. A PEC foi aprovada na Câmara em março, seguiu para o Senado e só teve o texto-base aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em setembro — sem concluir a votação. Uma coluna publicada em agosto já apontava que a resistência da oposição interna e o desgaste entre Lula e Alcolumbre deveriam empurrar o tema para depois das eleições, com uma possibilidade real de o assunto só voltar à mesa em 2027.

DataO que aconteceu
04/03/2026Câmara dos Deputados aprova o texto da PEC da Segurança Pública
07/08/2026Coluna de Raphael Thebas aponta que votação dificilmente ocorre em 2026, com possível adiamento para 2027
02/09/2026CCJ do Senado aprova apenas o texto-base, sem concluir a votação
03/09/2026Relator Rogério Carvalho (PT-SE) confirma: votação em plenário fica para depois do 1º turno

Enquanto o Senado espera, a direita paulista age

O contraste ajuda a explicar por que segurança pública segue no topo da agenda da campanha de Flávio Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas. Em São Paulo, o governo estadual e aliados como o secretário Guilherme Derrite têm avançado em medidas próprias, sem esperar por Brasília. Na Câmara, o deputado Paulo Bilynskyj segue como um dos nomes mais ativos da bancada da segurança, relatando projetos que tratam de porte de arma e legítima defesa — pautas que, ao contrário da PEC parada no Senado, têm andamento concreto.

  • PEC da Segurança Pública: aprovada na Câmara há mais de seis meses, sem data para votação final no Senado.
  • Trabalho de Paulo Bilynskyj na Câmara: relatoria de projetos sobre porte de arma e legítima defesa em tramitação ativa.
  • Agenda estadual em São Paulo: medidas de segurança conduzidas por Tarcísio e Derrite, sem depender do calendário do Congresso.

O que fica para o eleitor

Fica um recado simples: enquanto uma pauta essencial para a segurança do brasileiro é adiada por cálculo político, o eleitorado que cobra resultado tem no dia 4 de outubro a chance de dar um sinal claro sobre suas prioridades. Conhecer os nomes que já trabalham por segurança pública — como os reunidos na chapa de candidatos de direita em São Paulo — é um bom ponto de partida antes de decidir o voto. Para quem quiser se aproximar da campanha, vale também conhecer a Casa Bolsonaro mais próxima e acompanhar a agenda de mobilização nas últimas semanas antes da eleição.

Fontes

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Direita São Paulo

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo