CPI do Banco Master: Zanin barra ação contra Alcolumbre

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A cúpula de Brasília deu, nesta semana, mais um sinal de que não tem pressa para explicar o rombo bilionário do Banco Master. Na quarta-feira (23/09), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido que tentava obrigar o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a finalmente instalar a CPI que investigaria o caso. A decisão é mais um capítulo de uma novela que já dura meses — mas está longe de estar encerrada, bem na reta final da campanha que vai decidir quem senta nas cadeiras de Brasília a partir de 2027.

O que Zanin decidiu

O pedido negado foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pedia uma liminar para obrigar o Senado a analisar de imediato o requerimento de CPI do Banco Master. Relator do processo (Mandado de Segurança nº 41.085), Zanin entendeu que Vieira não comprovou uma “omissão ilegal” por parte de Alcolumbre e alertou que aceitar o pedido abriria brecha para que qualquer senador fatiasse o mesmo assunto em requerimentos sucessivos, esvaziando o regimento interno da própria Casa.

Ainda assim, o ministro deixou uma porta entreaberta: reconheceu que já existe outro pedido de CPI sobre o Master, com escopo mais amplo, aguardando análise, e sinalizou disposição para reavaliar o caso assim que Alcolumbre prestar mais esclarecimentos. Vieira, autor do pedido negado, não escondeu a frustração: “A decisão do ministro Zanin é uma decepção, como aliás tem sido decepcionante a atuação do STF em geral”, afirmou, prometendo reunir mais provas para pedir a revisão do entendimento. Para ele, a omissão de Alcolumbre “está na categoria dos fatos notórios, aqueles que nem precisam ser provados diante da sua intensa obviedade.”

Uma CPI parada desde Fevereiro

O detalhe que mais incomoda quem cobra transparência é que a comissão nunca deveria ter ficado tanto tempo engavetada. Um levantamento de fevereiro já mostrava que a oposição, com o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) à frente da articulação, tinha reunido 280 assinaturas para o requerimento — muito acima do mínimo exigido pelo regimento do Congresso. Do lado do PT, apenas um deputado, Lindbergh Farias, chegou a assinar. Mesmo com o apoio garantido havia meses, Alcolumbre segue sem dar andamento a nenhuma das sete propostas de CPI ou CPMI que tramitam sobre o caso.

Casa LegislativaMínimo exigidoAssinaturas reunidas (fev/2026)
Câmara dos Deputados171 deputados239 deputados
Senado Federal27 senadores41 senadores

Ou seja: o apoio para abrir a investigação nunca foi o problema. O obstáculo é a vontade política de quem comanda a mesa do Congresso — e, agora, também a leitura que o STF faz sobre até onde pode interferir nesse impasse.

Por que tanta resistência? As Mensagens entre Moraes e o dono do Banco

O caso Banco Master deixou de ser só sobre a quebra de uma instituição financeira no momento em que vieram à tona 52 mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado pelo Banco Central. O episódio chegou a provocar, em 15 de setembro, uma sessão histórica do STF, na qual os próprios ministros discutiriam abrir uma investigação inédita contra um colega de Corte — sessão suspensa por 4 a 3 depois que o ministro Flávio Dino pediu vista, alegando publicamente que “o ambiente se tornara degradante” entre os colegas. Não chega a surpreender, portanto, que uma CPI capaz de colocar luz sobre esse mesmo episódio encontre tanta resistência nos bastidores de Brasília.

A Cobrança Continua — e isso importa para quem vai às urnas

Zanin não fechou a porta, apenas adiou a decisão. Vieira já avisou que vai voltar ao STF com mais elementos, e o requerimento mais amplo de CPI segue vivo, à espera de análise. Para quem defende que a política precisa prestar contas — dentro e fora do Judiciário —, o episódio reforça um argumento que Flávio Bolsonaro tem repetido pelo país nesta reta final de campanha: sem troca de comando em Brasília, assuntos incômodos para quem está no poder continuam sendo varridos para debaixo do tapete.

Faltam poucos dias para o primeiro turno, e episódios como este ajudam a explicar por que a eleição de outubro é decisiva. Quem quiser conhecer o time disposto a cobrar transparência em Brasília e em São Paulo pode conferir a lista completa de candidatos conservadores nesta eleição — entre eles o delegado e deputado federal Paulo Bilynskyj, com trajetória construída justamente na área de segurança pública. E quem tiver dúvidas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro ou quiser participar mais de perto da campanha pode procurar a Casa Bolsonaro mais próxima — o espaço está aberto para qualquer eleitor interessado.


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