Pesquisa AtlasIntel: Vantagem de Lula sobre Flávio Cai para 4,5 Pontos

flávio vantagem sobre Lula

Mais uma pesquisa saiu do forno e, mais uma vez, a mensagem para quem está na luta é a mesma: a eleição está longe de decidida e a vantagem do governo está encolhendo. A AtlasIntel divulgou na segunda-feira, 31 de agosto, seu novo levantamento presidencial — e, apesar do título que a grande imprensa vai escolher para a manchete, os números escondem boas notícias para quem torce por Flávio Bolsonaro.

O que mostra a pesquisa AtlasIntel de agosto

O instituto ouviu 5.014 eleitores em todo o país entre 25 e 30 de agosto, por formulário eletrônico, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07972/2026. No primeiro turno estimulado, o cenário é este:

Candidato1º turno (%)
Lula (PT)43,4%
Flávio Bolsonaro (PL)33,7%
Augusto Cury (Avante)7,8%
Renan Santos (Missão)7,6%
Ronaldo Caiado (PSD)3,3%
Pablo Marçal1,9%
Romeu Zema1,0%
Pesquisa AtlasIntel, campo 25 a 30/08/2026, TSE BR-07972/2026.

Segundo turno: a distância está diminuindo

No cenário de segundo turno simulado pela AtlasIntel, Lula aparece com 47,1% contra 42,6% de Flávio Bolsonaro — uma diferença de 4,5 pontos. É um número que, isolado, os jornais vão explorar à exaustão. Mas quem acompanha pesquisa sabe olhar a tendência, não a foto: em julho, essa mesma vantagem de Lula era de 6,3 pontos. Ou seja, em um mês, Flávio comeu quase 2 pontos de diferença — e a corrida ainda nem entrou na fase decisiva, que começa de verdade depois das convenções e da propaganda eleitoral na TV.

Vale lembrar também o comparativo curioso que a própria AtlasIntel testou: simulando Lula contra Jair Bolsonaro (hoje inelegível), a distância cai para 46,8% a 44,1% — menos de 3 pontos. É a prova de que o “efeito Bolsonaro” segue mobilizando o eleitorado, e Flávio, como herdeiro direto desse legado e sobrenome, tem todo o espaço para consolidar esse eleitorado nos próximos meses.

Governo Lula reprovado por mais da metade do país

Um dado que costuma passar batido nas manchetes, mas que é o mais importante de todos: 52,9% dos brasileiros reprovam o governo Lula, contra 45,4% que aprovam. É a fotografia mais honesta da eleição de 2026 — um presidente rejeitado pela maioria, mas que segue na frente simplesmente porque o campo de oposição ainda está fragmentado. E é exatamente aí que mora a nossa oportunidade.

Um alerta sobre como ler pesquisas da AtlasIntel

Vale um parênteses de contexto para quem vai ler esses números por aí: em junho deste ano, o próprio PL levou ao TSE uma denúncia contra outra pesquisa da AtlasIntel, alegando que o questionário havia sido construído de forma a induzir respostas prejudiciais a Flávio Bolsonaro — a ponto de o ministro Kássio Nunes Marques suspender a divulgação daquele levantamento específico. Isso não significa que toda pesquisa do instituto deva ser descartada, mas é um bom lembrete para lermos qualquer número — inclusive este — com espírito crítico.

A direita segue maior que a soma das suas partes

Aqui está o dado que mais importa para quem quer entender o caminho até outubro: somando só os candidatos claramente identificados com o campo conservador no primeiro turno — Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Pablo Marçal e Romeu Zema — chega-se a 55,3% das intenções de voto, contra 43,4% de Lula.

  • Direita somada (1º turno): 55,3%
  • Lula (1º turno): 43,4%
  • Diferença: quase 12 pontos a favor do campo conservador, quando olhamos o quadro completo

É por isso que cada ato, cada filiação e cada conversa de convencimento importam tanto agora. A pesquisa não mostra uma direita fraca — mostra uma direita ainda dividida, mas majoritária. Nosso trabalho, entre agora e outubro, é simples de entender e difícil de fazer: consolidar esse eleitorado em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, do mesmo jeito que a militância já vem fazendo nas ruas.


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